Desmatamento na Amazônia recua 17% no primeiro trimestre de 2026, menor índice desde 2017

2 Leitura mínima
Desmatamento na Amazônia recua 17% no primeiro trimestre de 2026, menor índice desde 2017

O desmatamento na Amazônia apresentou uma significativa redução de 17% no primeiro trimestre de 2026, conforme os dados divulgados pelo Imazon. Essa diminuição no desmatamento corresponde a uma área equivalente a 7.000 campos de futebol, demonstrando um esforço crescente na preservação da floresta.

A tendência de queda no desmatamento começou a se evidenciar em agosto de 2025, concomitante ao início do período chuvoso na região. Desde então, a derrubada da floresta reduziu em impressionantes 36%, destacando-se como o menor índice de destruição registrado desde 2017.

Manuela Ataíde, pesquisadora do Imazon, ressalta que os territórios indígenas se destacaram positivamente neste cenário. Em março de 2026, esses locais foram responsáveis por apenas 1% do total de desmatamento na Amazônia Legal.

Os estados que apresentam os maiores índices de desmatamento incluem Mato Grosso, Roraima e Pará. É importante notar que Roraima foi o único estado a registrar um aumento no desmatamento em comparação ao mesmo período do ano anterior, destacando municípios como Caracaraí e Rorainópolis, os quais enfrentam grandes desafios relacionados à preservação.

Ataíde enfatiza a importância de ações direcionadas e contínuas no combate ao desmatamento. Segundo ela, a derrubada na região diminuiu de 419 km² de janeiro a março de 2025 para 348 km² no mesmo intervalo de 2026. No entanto, um aumento pontual de 17% em março chamou a atenção, reforçando a necessidade de fiscalização e punição rigorosa para os responsáveis pela destruição ilegal da floresta nos meses seguintes.

Outro ponto de preocupação é a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, que por si só perdeu mais de 3.000 campos de futebol — representando cerca de 95% do desmatamento total no município de São Félix do Xingu, no Pará, que se posiciona como o quinto mais afetado da Amazônia.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *