Em outubro de 2024, o mercado avícola brasileiro experimentou um fortalecimento significativo, refletido no aumento do poder de compra dos avicultores e na elevação dos preços do frango, que atingiram R$6,27/kg. Essa alta de 8,0% em comparação ao mês anterior se deu em um contexto onde o farelo de soja registrou uma queda, cotado a R$1.637,20/tonelada, uma redução de 1,8%, de acordo com dados do Cepea. Essa combinação de fatores favoráveis pode ter um impacto positivo na produção de proteína animal no país.
Os números preliminares do IBGE indicam que, no terceiro trimestre de 2025, o Brasil abateu aproximadamente 1,6 bilhão de frangos, representando um crescimento de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Eventualmente, o peso total das carcaças cresceu 3,5%, somando 3,5 milhões de toneladas. A produção de ovos também apresentou avanço, com um incremento de 4,1%, totalizando 1,2 bilhão de dúzias. Esses resultados refletem a robustez e a capacidade de adaptação do setor avícola brasileiro diante de desafios.
No cenário internacional, a diversificação de mercados torna-se uma estratégia crucial para mitigar os impactos das flutuações do comércio global. Apesar de a China ainda não ter recuperado suas importações significativas de carne de frango desde o surto de Influenza Aviária no Brasil, a Coreia do Sul tem se destacado. No acumulado de 2025, o país asiático registrou números recordes nas importações de carne de frango do Brasil, com um aumento notável tanto em volume quanto em valor.
Em outubro de 2024, a Coreia do Sul tornou-se o principal importador de carne de frango goiana, adquirindo 3,2 mil toneladas por um total de US$7,4 milhões, apresentando melhorias em relação a 2023 em termos de valor, volume e preço por tonelada. Diante disso, a expectativa é que as festividades de fim de ano fomentem ainda mais a demanda por carne de frango, tanto no mercado interno quanto nas exportações, propiciando um aquecimento das atividades comerciais.
Esses dados ressaltam a importância do setor avícola no contexto econômico brasileiro, demonstrando sua capacidade de resposta às condições do mercado e sua relevância para a segurança alimentar e a geração de renda no país.
