O frevo, uma celebração da cultura pernambucana, nasceu no Recife no final do século XIX, resultante da fusão entre a marcha e o maxixe. Seus passos ágeis, influenciados pela capoeira, refletem a transição da luta para a dança. Este ritmo vibrante apresenta três versões distintas: o frevo de rua, caracterizado por ser instrumental; o frevo-canção, que recebe a interpretação vocal; e o frevo de bloco, que combina orquestras de pau e cordas, usando instrumentos como violões, banjos e bandolins.
Compositores de Destaque
Grandes nomes da música contribuíram para a evolução do frevo, entre eles Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Entre os artistas que mantém viva essa tradição, destaca-se J. Michiles, autor de mais de 150 composições, incluindo o famoso hino “Vampira”.
O compositor revê sua criação: “Num sábado, observei um relacionamento inusitado entre um folião e uma foliona, que acabou em um beijo fugaz. Essa cena inspirou minha canção ‘Vampira’”, conta.
O futuro do frevo é um tema de análise para o pesquisador Climério de Oliveira, que destaca a crescente valorização da cultura sonora nas novas gerações. Ele afirma: “Acredito que em breve o frevo vai se consolidar como um importante acervo cultural, impulsionado pelo interesse de artistas em dialogar com diferentes expressões musicais.”

