A Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria Municipal de Saúde, está promovendo um conjunto de capacitações focadas na identificação e tratamento precoce de doenças oculares em pacientes que sofrem de diabetes mellitus. Essa iniciativa se insere no projeto denominado “De Olho na Vida”, cujo objetivo é aumentar a disponibilidade de rastreamento da retinopatia diabética na rede pública de saúde.
O último encontro de capacitação ocorreu no dia 22 de abril, no Centro de Saúde da Família Criméia Oeste, contando com a presença de nove profissionais da saúde. Durante a sessão, os participantes foram instruídos sobre a operação de equipamentos, como o retinógrafo portátil, além de receberem orientações para realizar exames que possibilitam a detecção precoce de alterações visuais.
No Distrito Sanitário Campinas-Centro, a expectativa é de atender aproximadamente 1.500 pacientes diabéticos por meio da Rede de Atenção à Saúde. A retinopatia diabética é uma das complicações mais recorrentes entre diabéticos, especialmente entre indivíduos de 16 a 64 anos, podendo resultar em perda progressiva da visão e até cegueira se não for tratada de forma adequada.
O secretário de Saúde, Luiz Pellizzer, ressaltou a importância da capacitação das equipes médicas para proporcionar um diagnóstico mais acessível à população que necessita de cuidados contínuos. A detecção antecipada da retinopatia diabética é crucial para impedir a perda visual e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes. “Este projeto reafirma nosso compromisso com a prevenção e o cuidado integral na saúde pública”, afirmou Pellizzer.
Informações sobre o Projeto “De Olho na Vida”
Iniciado em 2023 na Unidade de Saúde da Família São Carlos, localizada na região noroeste da capital, o projeto já atendeu cerca de 250 pacientes. Inicialmente concebido nos Distritos Sanitários Oeste e Leste, a ação foi expandida neste ano para outras áreas de Goiânia.
O foco principal dessa iniciativa são pacientes diabéticos que não realizaram avaliação oftalmológica nos últimos cinco anos. Para isso, a estratégia envolve a busca ativa desses indivíduos e a realização de exames nas próprias unidades de saúde. Aqueles que apresentarem alterações serão direcionados para tratamento especializado, garantindo assim um acompanhamento mais eficaz.

