Goiás se consolida como um dos principais estados do Brasil na produção de carne bovina, contribuindo com 9,7% do rebanho nacional e ocupando a terceira posição em abates. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 511,6 milhões em carne bovina, representando um crescimento de 32% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A agropecuária goiana se destaca assim como um pilar fundamental da economia local e nacional.
Para 2026, a bovinocultura no estado está projetada para movimentar R$ 23,7 bilhões, o que indica um crescimento de 7,5% em relação a 2025. Esse montante corresponde a 20,3% do Valor Bruto da Produção (VBP) total de Goiás e 10% do VBP bovino do Brasil, conforme as estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Tais resultados sustentam as expectativas de expansão do setor.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás abateu 1 milhão de cabeças de gado no quarto trimestre de 2025, o que representa um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No total de 2025, o estado abateu 4,2 milhões de cabeças, reforçando a sua posição expressiva no mercado nacional.
O secretário da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, enfatizou a relevância da bovinocultura para a economia de Goiás: “O estado possui uma vocação histórica para a pecuária de corte, e os resultados obtidos em 2025 confirmam que estamos avançando de forma consistente em todas as etapas produtivas, com produtores focados na qualidade e no manejo”.
Na questão dos preços, os valores seguem tendência de alta. Em março de 2026, o Indicador do Boi Gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) registrou uma média de R$ 350,18 por arroba, representando um aumento de 2,3% em relação a fevereiro. Também houve valorização no preço do boi magro, que passou de R$ 4.051,32 em setembro de 2025 para R$ 4.305,28 em março de 2026, um crescimento de 6,3% no intervalo. O bezerro alcançou média de R$ 3.264,50 por cabeça em março, alta de 3,3% comparado ao mês anterior, reflexo da escassez de oferta de animais para reposição.
Pelo que foi divulgado pelo Mapa no AgroStat, as exportações de carne bovina goiana entre janeiro e março de 2026 somaram 92,2 mil toneladas, com um valor médio por tonelada de US$ 5.545,96, superando a média nacional. As carnes congeladas foram responsáveis por 81,1% do total exportado, enquanto as carnes frescas ou refrigeradas corresponderam a 16% e as miudezas, 2,9%. Os principais destinos da carne bovina do estado foram os Estados Unidos e a China, que responderam por 33,7% e 20,6%, respectivamente, além do México e Chile, com 7,3% e 5,6%.
Leal destacou que o sucesso nas exportações resulta de um processo bem estruturado que combina eficiência produtiva e credenciais sanitárias reconhecidas internacionalmente. Goiás alcançou o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, aumentando a confiança dos compradores na qualidade da carne local. O estado continua a buscar novas certificações para expandir suas oportunidades no mercado internacional, oferecendo produtos de qualidade superior.

