A implementação de 501 ônibus movidos a biometano e/ou Gás Natural Veicular (GNV) na Região Metropolitana de Goiânia foi autorizada pelo Governo de Goiás, conforme deliberação da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Publicada no Diário Oficial no dia 16 de janeiro de 2026, essa iniciativa é parte do esforço estatal para modernizar e descarbonizar a frota de transporte coletivo. O cronograma de entrega prevê que os novos veículos sejam incorporados gradualmente até 31 de dezembro de 2027.
Os ônibus que farão parte da nova frota terão uma variedade de configurações, todos dotados de ar-condicionado. A frota incluirá ônibus padronizados com dois e três eixos, com comprimentos variando de 12,1 a 15 metros, além de 79 ônibus articulados de 19,2 metros. Essa diversidade de modelos visa atender diferentes necessidades de transporte na região.
Segundo Adriano da Rocha Lima, secretário-geral do Governo, a medida representa um avanço significativo para o transporte coletivo, promovendo maior sustentabilidade e conforto para os usuários. Os investimentos realizados são oriundos de subsídios fornecidos tanto pelo Governo de Goiás quanto pelas prefeituras da região metropolitana.
“Além de oferecer mais conforto para os passageiros, com ônibus novos e climatizados, estamos também pensando no meio ambiente e impulsionando a criação de uma cadeia produtiva para o fornecimento desses gases não poluentes em Goiás”, destaca Adriano.
A nova frota será distribuída pelos corredores com maior demanda do sistema, incluindo o BRT Leste-Oeste, amplamente conhecido como Eixão, além de linhas alimentadoras que conectam Goiânia a municípios adjacentes. Nos corredores elevados, serão utilizados ônibus de piso alto; já nas vias convencionais, operarão veículos de piso baixo.
O subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Ângelo Pricinote, acredita que esse sistema poderá se tornar o maior do Brasil e um dos mais significativos da América Latina em operação com ônibus a biometano e GNV. Ele também ressaltou que outras tecnologias menos poluentes, como ônibus elétricos e modelos a diesel com tecnologia Euro 6, continuarão em uso.
Atualmente, a frota de transporte coletivo da região já conta com ônibus elétricos fabricados por empresas como Eletra, BYD e Volvo, além de veículos Euro 6 da Mercedes-Benz e Volkswagen. Testes com modelos da Scania, reconhecida na América Latina pela oferta de tecnologia a gás, também foram realizados. Além disso, há projetos de conversão de ônibus a diesel em modelos a gás em andamento em parceria com a empresa Sambaíba, localizada em São Paulo.
Com a introdução dos novos ônibus, a remuneração das concessionárias será ajustada, garantindo a viabilidade dos investimentos, sem a necessidade de aumentar as tarifas para os usuários. Os ônibus abastecidos com biometano têm potencial para reduzir em até 95% as emissões de poluentes em comparação a veículos que utilizam óleo diesel, dependendo das condições operacionais e da tecnologia utilizada.
Distribuição da frota
A deliberação assegura a aquisição dos seguintes modelos:
- 79 ônibus articulados, de 19,2 metros, com piso alto e ar-condicionado, destinados ao BRT (4º lote);
- 22 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (4º lote);
- 110 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (5º lote);
- 168 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (6º lote);
- 122 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (7º lote).
Cronograma de entregas
No total, serão 501 ônibus movidos a biometano e/ou GNV incorporados ao sistema de transporte coletivo metropolitano. As entregas estão programadas da seguinte forma:
- 8 ônibus articulados até 31 de março de 2026;
- 71 ônibus articulados até 30 de setembro de 2026;
- 22 ônibus padron do 4º lote até 30 de setembro de 2026;
- 110 ônibus padron do 5º lote até 30 de junho de 2027;
- 168 ônibus padron do 6º lote até 31 de dezembro de 2027;
- 122 ônibus padron do 7º lote até 31 de dezembro de 2027.

