A nostalgia das scooters Yamaha “Jog” dos anos 90 ganhou nova vida em Goiânia com o Joggyn Club, grupo informal que reúne cerca de até 200 entusiastas apaixonados por preparar, restaurar e pilotar essas máquinas de dois tempos, transformando um hobby de molecada em um movimento cultural que mistura resgate histórico, preparação extrema e encontros regulares.
Origem orgânica e crescimento explosivo
Tudo começou quando Leleco, referência no meio, comprou uma “joguinha” usada e chamou os amigos para mexer. “Comprei a minha a galera me ajudou a reformar, aí foi indo, todo mundo foi comprando e mexendo”. De encontros casuais no posto da Av. T7 com a Mutirão toda quarta-feira ” Já deu 35 Joguinhas reunidas”, as reuniões em média são de 15 a 35 scooters no segundo domingo do mês na Praça Tamandaré, aproveitando a feira de antiguidades, e agora participa de eventos maiores como os do Praça do Sol.
Preparação radical e performance de foguete
O que era só resgate afetivo virou competição técnica: as tradicionais Jog agora atingem até 170 km/h com preparações pesadas em cilindradas, carburadores, escapes e ignição. Flávio, dono da Casa da Jog, oficina especializada que inaugura em breve com dinamômetro explica: “70% dos meus clientes são caras que sonharam com Jog aos 15 anos e hoje podem comprar. Reformam, deixam novinha e guardam na garagem pra dar uma voltinha”.
Sonho sem preço que atravessa gerações
“É realização de sonho de infância”, resume Leleco. De adolescentes que namoravam nas motinhas coloridas a “cabeças brancas” investindo até R$ 30 mil em preparações, o Joggyn Club atrai uma faixa etária ampla, mas foca nos 35-45 anos que voltam às raízes. “Gaste 2, 3, 5, 10 mil, 20 mil, 30 mil, não tem preço. O sonho não tem preço”, filosofa JJ.
Comunidade acessível e estrutura profissional
Não é motoclube tradicional, mas uma espécie de “Jog-club” com identidade própria: bandeira exclusiva, Instagram e grupo de WhatsApp aberto a interessados. A oficina Casa da Jog complementa com serviços premium – “só Jog, só dois tempos” –, enquanto Jog.gyn foca nas reuniões. “Se quiser conhecer, tomar cerveja gelada e ver foguete em cima de Jog, é só chegar”, convida o empreendedor.
Cultura do “dois tempos” que resiste
Apesar das dores de cabeça com manutenção – “tem que saber regular certinho” –, a paixão pelo ronco característico e pela simplicidade mecânica mantém viva uma cena que mistura nostalgia, performance e colecionismo. Com o MotoGP chegando a Goiânia, o Joggyn Club representa a face mais autêntica e roots da moto cultura local: menos velocidade absoluta, mais emoção por cilindro.
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