O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma significativa expansão do catálogo do MEC Livros, a plataforma que disponibiliza obras literárias em formato digital, do atual acervo de oito mil para 25 mil títulos. A informação foi divulgada durante a entrega da nona edição do Prêmio Vivaleitura, realizado em Brasília nesta quinta-feira, 23 de outubro.
A ampliação do acervo ocorrerá em etapas, ao longo das próximas semanas. Além disso, uma importante mudança foi implementada: o limite de 14 dias para a renovação ou devolução das obras emprestadas foi revogado. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, explicou que os usuários poderão ler seus livros sem a pressão de prazos:
“O empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Se você não gostou e leu 10% do livro, você pode devolver e pegar outro. Se leu rapidamente e quer continuar, também pode devolver e escolher um novo título.”
Impacto da Iniciativa
Desde seu lançamento em abril, o MEC Livros tem sido visto como um sucesso, acumulando cerca de 500 mil usuários e mais de 100 mil obras lidas. O presidente Luis Inácio Lula da Silva destacou a relevância da plataforma na democratização do acesso à leitura:
“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro. Precisamos incentivar a leitura entre aqueles que não têm essa opção, e o MEC Livros cumpre essa função. Não estamos aqui para substituir editoras, mas sim para valorizar a produção literária e possibilitar que todos tenham acesso a livros.”
Novas Diretrizes para a Leitura
O evento também marcou o lançamento do Plano Nacional do Livro e da Leitura, alinhado à Política Nacional de Leitura e Escrita. Este plano visa aumentar a taxa de leitores no Brasil de 47% para 55% até 2036, promovendo um futuro mais literário e culturalmente rico para a população.
