MotoGP encerra era das motos de 1000cc em 2026 para implementar mudanças significativas nas regras

A temporada de 2026 marca a despedida das motos de 1000cc, trazendo motores de 850cc e combustíveis sustentáveis para um campeonato mais seguro e ecológico.

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MotoGP encerra era das motos de 1000cc em 2026 para implementar mudanças significativas nas regras

A temporada de 2026 da MotoGP trará uma grande transformação no cenário do Mundial de Motovelocidade, marcando o fim do uso das motos de 1000cc. Anunciada há dois anos, esta transição envolve a adoção de novos regulamentos que geram expectativas e incertezas entre equipes e pilotos.

No próximo ano, a Comissão de GP, composta por representantes da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da MotoGP Sports Entertainment, antiga Dorna, e de outras entidades, introduzirá motores de 850cc, representando uma das mudanças mais significativas do regulamento. Os novos propulsores, que pesarão aproximadamente 4 kg a menos, impulsionarão alterações fundamentais nas motocicletas, como a eliminação de dispositivos de ajuste de altura da suspensão e a redução da capacidade dos tanques de combustível.

Além disso, a nova regulamentação estará comprometida com a sustentabilidade, introduzindo combustíveis 100% sustentáveis. Essa mudança busca atender demandas por um campeonato mais seguro e ambientalmente responsável, especialmente após preocupações crescentes em relação à velocidade cada vez maior que as motos atingiram nos últimos anos.

Desde que as motos de 1000cc foram implantadas em 2012, sucedendo as de 800cc, as fabricantes tiveram amplo tempo para desenvolver suas máquinas. Contudo, a expectativa é que a velocidade elevada, notada em temporadas recentes, leve a ajustes que promovam maior controle nas pistas. É importante destacar que, até agora, nenhum piloto ativo participou de competições fora do atual regulamento, fazendo com que a despedida das 1000cc tenha um tom nostálgico.

O ano de 2026 será crucial, pois as motos de 1000cc ainda terão uma última temporada. A FIM decidiu congelar os motores como uma medida para reduzir custos e permitir que as equipes utilizem os mesmos propulsores da temporada anterior. Essa estratégia deverá facilitar a transição para o novo regulamento que entrará em vigor em 2027.

A Yamaha, uma das marcas no grupo D de concessões, poderá continuar a desenvolver seus motores, já que não conseguiu atingir mais de 35% dos pontos disponíveis no Mundial de Construtores. A companhia, que já enfrenta desafios em sua performance, se beneficiará ao trabalhar nos novos motores V4 que estão programados para este ano.

O início da temporada de 2026 será neste fim de semana, durante o GP da Tailândia, que ocorrerá em Buriram. A movimentação no grid de pilotos promete ser intensa, com negociações e mudanças previstas antes mesmo do início da competição, refletindo a atmosfera de transformação que caracteriza este ciclo de encerramento.

Foto: Pramac

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