A MotoGP está em processo de implementação de um novo sistema de remuneração que estabelece um salário mínimo de € 500.000 por temporada para os pilotos a partir de 2027. A proposta, que foi relatada pela versão espanhola do portal Motorsport.com, visa garantir um piso salarial para todos os competidores da categoria, incluindo os novatos.
A principal finalidade dessa medida é mitigar a desigualdade salarial que atualmente existe entre os pilotos, onde alguns, como Marc Márquez e Fabio Quartararo, recebem mais de € 10 milhões por temporada, enquanto outros, especialmente nas equipes clientes, podem ganhar menos de € 120.000 por ano. Essa disparidade é considerada inadequada, especialmente quando se considera os riscos que todos os pilotos enfrentam nas corridas.
Importante notar que o valor proposto não contempla bônus por desempenho, ou seja, recompensas por resultados em corridas ou posições em campeonatos. O valor se refere exclusivamente à remuneração base, conforme estipulado em contrato. A cláusula do salário mínimo já está inserida na minuta do contrato que regulará a MotoGP entre 2027 e 2031.
As negociações deste novo acordo comercial estão sendo realizadas entre a MotoGP Sports Entertainment Group (anteriormente conhecida como Dorna) e as 11 equipes que compõem o grid. Com a temporada de 2026 prestes a começar, a expectativa é alta entre os fãs que aguardam o GP da Tailândia em Buriram.
Essa iniciativa surge em um momento em que a MotoGP está se preparando para fazer significativas mudanças, incluindo a transição de motores para novas regulamentações que entram em vigor em 2027. Assim, a introdução de um salário mínimo não apenas ajudará a equilibrar as fórmulas salariais, mas também poderá atrair novos talentos para a competição, aumentando o nível da categoria.
Foto: Divulgação/ MotoGP
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