Em um cenário positivo para a preservação ambiental, o planeta registrou uma diminuição de mais de 33% na perda de florestas tropicais em 2025, conforme apontou um estudo da Universidade de Maryland, divulgado nesta quarta-feira (29). A queda é significativa, considerando os altos índices de desmatamento observados anteriormente.
O Brasil foi um dos protagonistas dessa mudança, apresentando uma redução impressionante de 42% na destruição de florestas primárias em comparação ao ano anterior. Essa diminuição foi verificável em diversos biomas, com destaque para o Pantanal, embora a Caatinga tenha enfrentado um aumento de 9% na perda florestal.
Os pesquisadores ressaltam que o Brasil demonstra que é viável preservar as florestas através de políticas públicas eficazes. O relançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento foi uma das iniciativas citadas, com ações coordenadas entre 19 agências federais.
Entretanto, o ano também trouxe um contraste: as autuações por infrações ambientais aumentaram em 81%, e as multas relacionadas cresceram 63% entre 2023 e 2025, em comparação ao período anterior. Mesmo com esses esforços, o Brasil ainda lidera em termos de área desmatada, refletindo sua condição de detentor da maior floresta do mundo.
Em níveis globais, o estudo apontou que a perda total de florestas tropicais primárias foi de 4,3 milhões de hectares no último ano, uma área comparável a mais de 11 campos de futebol perdidos por minuto. Este total ainda representa um aumento de 46% em relação a uma década atrás, com a expansão agrícola sendo identificada como a principal causa, a par com o agravamento dos incêndios, que nos últimos três anos consumiram mais áreas do que o dobro do que duas décadas antes.
Outros países, como Colômbia, Indonésia e Malásia, também reportaram uma diminuição na taxa de desmatamento, enquanto a Bolívia e a República Democrática do Congo mantiveram níveis alarmantes de perda florestal. O impacto da atividade agrícola sobre a natureza é um tema relevante em escala global, refletindo desafios semelhantes enfrentados por diversas nações.
Os dados completos podem ser consultados no Observatório Global de Florestas, disponível no site globalnaturewatch.org.
