A ONU está promovendo um importante Fórum sobre Florestas em Nova Iorque, que se estenderá até esta sexta-feira, dia 15. O evento visa discutir e propor mudanças no marco global de sustentabilidade e conservação. A delegação do Brasil trouxe uma variedade de propostas inovadoras para a mesa de debates, focando em soluções que possam ser implementadas de forma eficaz.
Dentre os objetivos do Fórum está o consenso sobre uma resolução que estabeleça definições mais claras sobre os meios de implementação das metas traçadas para 2030. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre, conhecido pela sigla TFFF em inglês, é uma das principais apostas do Brasil, com foco em transformar a abordagem tradicional de conservação.
Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, destacou a intenção de mudar a lógica de atuação no combate ao desmatamento. O foco do fundo é incentivar o financiamento internacional voltado para a manutenção das florestas, com a proposta de que países com menores taxas de desmatamento sejam recompensados. “O compromisso de restaurar 12 milhões de hectares foi estabelecido em 2015. Essa não é apenas uma meta governamental, mas um compromisso do Estado brasileiro em adotar ações em conformidade com convenções internacionais”, afirmou Batmanian.
Durante o Fórum, o Brasil também participou de discussões sobre a recuperação da cobertura florestal e a ampliação das áreas protegidas. Além do TFFF, a “Chamada para Ação” foi mencionada, tratando da gestão integrada de incêndios, com apoio de 71 países e organizações. Outro ponto importante levantado foi o “Combate ao Racismo Ambiental”, que evidencia o impacto desproporcional do desmatamento sobre comunidades vulneráveis. O representante brasileiro também inseriu apoio à agenda da COP30, que visa interromper e reverter a degradação florestal.
Além dessas iniciativas, Batmanian destacou o Programa Bolsa Verde, que atualmente beneficia cerca de 67 mil famílias no Brasil ao oferecer incentivos financeiros para a preservação florestal. Esta abordagem não apenas gera lucro para empresas e comunidades, mas promove práticas de manejo florestal sustentáveis, permitindo a extração controlada de produtos como açaí, castanha e cacau. No último ano, a área de manejo autorizada no país cresceu mais de um terço, atestando a efetividade das políticas implementadas.
Esses tópicos representam o que o Brasil tem a oferecer no Fórum sobre Florestas da ONU, reforçando o compromisso do país com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
