Preços da Carne Suína Sofrem Queda em Fevereiro e Impactam Economia do Setor
Em fevereiro de 2026, o mercado interno de carne suína viu um novo declínio, registrando uma redução de 14,5% no preço da carcaça especial em comparação a janeiro. Este movimento deve-se à elevada oferta e à demanda contida, um padrão sazonal comum durante o início do ano. Em contraste, os preços da carne de frango apresentaram uma queda de 3,3%, enquanto a carne bovina teve uma valorização, tornando a carne suína uma alternativa competitiva nesse cenário.
A relação de troca para o suinocultor brasileiro também ficou comprometida, apresentando um décimo recuo consecutivo em janeiro. O Cepea indicou que, enquanto o preço do farelo de soja atingiu R$ 1.833,49 por tonelada, em uma terceira alta consecutiva, o milho viu uma redução de 2,6%, sendo cotado a R$ 67,84 por saca. Essa situação dificultou o poder de compra dos produtores, que experimentaram uma diminuição de 4,6% na relação de troca com o milho e 7,8% com o farelo de soja.
No espectro das exportações, o mês de janeiro de 2026 foi favorável em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da diminuição das exportações em relação a dezembro, quando houve um pico, o volume e o valor das carnes suínas exportadas pelo Brasil alcançaram números recordes para um primeiro mês, refletindo um cenário otimista para o setor.
Focando em Goiás, o desempenho exportador do estado foi robusto, com 2026 notificando os maiores valores e volumes exportados para janeiro desde o início das análises, consolidando a destinação do estado como um importante player no mercado externo. Este resultado não só fortalece a presença de Goiás no comércio internacional como também contribui significativamente para um saldo positivo na balança comercial da carne suína, que chegou a US$ 3,5 milhões no primeiro mês do ano.
*Os dados do farelo de soja referem-se ao mercado de lotes de Campinas/SP.
**O indicador de milho é o ESALQ/BM&FBovespa.

