A partir de segunda-feira, 10 de fevereiro, encerra-se o prazo para a semeadura do algodão em 103 municípios de Goiás, de acordo com a Instrução Normativa nº 5/2025 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Essa medida é parte das estratégias fitossanitárias para o controle do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), a praga mais prejudicial para a cultura no estado.
José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, destaca que a adesão a esse calendário e ao vazio sanitário é essencial para assegurar a continuidade da produção de algodão em Goiás. Ele ressalta: “Isso diminui a necessidade de pesticidas e fortalece o manejo integrado de pragas.” O gerente de Sanidade Vegetal da instituição, Leonardo Macedo, complementa a importância do cadastro de áreas produtivas e do manejo adequado das cargas como práticas que garantem a integridade da cultura no estado.
Conforme a norma, os agricultores têm até 30 dias após a semeadura para realizar o cadastro eletrônico de suas lavouras junto à Agrodefesa. Essa fase é crucial para coletar dados que ajudam a monitorar o setor e a proliferar boas práticas agrícolas, tudo registrado por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás, acessível online.
Datas-chave para a cotonicultura em Goiás
Vazio sanitário:
– Região 1: 15 de setembro a 25 de novembro.
– Região 2: 20 de setembro a 30 de novembro.
– Região 3: 10 de setembro a 19 de novembro.
– Região 4: 10 de novembro a 20 de janeiro.
Calendário de semeadura:
– Região 1: 26 de novembro a 10 de fevereiro.
– Região 2: 1º de dezembro a 10 de fevereiro.
– Região 3: 20 de novembro a 31 de janeiro.
– Região 4: 21 de janeiro a 15 de abril.
Os municípios com prazo encerrando em 10 de fevereiro estão nas regiões 1 e 2. Na Região 1, algumas das cidades afetadas incluem Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Goiânia, e Trindade. Já na Região 2, estão municípios como Jataí, Mineiros e Santa Rita do Araguaia.
Para detalhes sobre os municípios nas demais regiões de Goiás, recomenda-se consultar a plataforma dedicada da Agrodefesa. Essa informação é vital para os agricultores navegarem pelas datas e requisitos estabelecidos, garantindo um cultivo sustentável e produtivo no estado.

