A manhã desta sexta-feira foi um marco importante no auditório do emblemático Palácio Gustavo Capanema, no coração do Rio de Janeiro, durante a realização do 7º Simpósio de Rádio. O evento, que celebra os 90 anos da Rádio Nacional, reúne profissionais, estudantes e pesquisadores para debater as transformações e os desafios enfrentados pela radiodifusão no contexto atual, marcado por profundas mudanças culturais, sociais, políticas e tecnológicas.
Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: Memória, Inovação e Futuros da Mídia Sonora”, o simpósio busca fomentar a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes. Na manhã de hoje, a diretora da Rádio Câmara em Brasília, Verônica Lima, fez uma reflexão crítica sobre a representação feminina no setor. Ela ressaltou a necessidade de capacitação para promover a presença de mulheres em posições de liderança dentro da mídia.
“O homem que bate na mesa e diz ‘é assim que eu quero e assim que vai ser’ é respeitado. A mulher é chamada de histérica. A capacitação de mulheres para cargos de gestão também é de fundamental importância”, afirmou Lima.
Thiago Regoto, gerente executivo das rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destacou a relevância da diversidade nas equipes de gestão. Ele afirmou que maior inclusão de mulheres nas rádios públicas não é apenas uma questão de ética, mas também um plus essencial para a qualidade do serviço.
“A equipe de gestão da Rádio Nacional e da Rádio MEC é majoritariamente composta por mulheres. Essa diversidade é essencial para a missão do rádio público, que deve se distanciar de práticas de mercado e oferecer conteúdos que realmente atendam às demandas da sociedade”, comentou Regoto.
O simpósio, organizado pela EBC e pelo grupo de pesquisa “Rádio e Mídia Sonora” da Intercom, não apenas celebra a história da Rádio Nacional, mas também visa traçar um panorama das oportunidades futuras para a mídia sonora no Brasil.
![]()
