O 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEjor 2026) teve sua abertura marcada por uma conferência que atraiu a atenção dos participantes em busca de compreender as interseções entre crises contemporâneas e a crise climática. O evento ocorreu em um cenário de crescente desinformação, ressaltando a urgência de um jornalismo bem fundamentado e responsável. Durante o encontro, a professora e bióloga Isabel Schimidt, da Universidade de Brasília (UnB), apresentou uma palestra que girou em torno do papel do fogo no cerrado e sua relação com as rápidas dinâmicas das redes sociais.
Em sua discussão, Schimidt, que coordena um projeto na Rede Biota Cerrado, comparou a propagação das informações nas mídias sociais à velocidade do fogo que se alastra nesse bioma. A palestrante enfatizou que, assim como o fogo tem sido um elemento crucial na evolução do cerrado ao longo das eras, as informações (ou desinformações) também moldam a percepção pública sobre questões ambientais e sociais. Sua aula magna destacou a importância da compreensão científica para combater as narrativas equivocadas e promover uma educação jornalística mais fundamentada.
A abordagem da professora se alinha com o objetivo do ENEjor 2026 de fomentar a discussão sobre temas relevantes que impactam o presente e o futuro da profissão. Ao articular a imensa relevância do fogo na manutenção dos ecossistemas do cerrado, Isabel Schimidt propôs uma reflexão profunda sobre a responsabilidade dos jornalistas em relatar com precisão a crise climática e suas consequências.
O evento, que reuniu renomados profissionais da área, também buscou inspirar novas práticas no jornalismo, ressaltando a importância de um relato que não só informe, mas que também tenha impacto positivo na sociedade. Assim, a alusão ao fogo simboliza não apenas a destruição, mas também a renovação e a necessidade de um novo entendimento sobre nosso papel frente às mudanças climáticas.


