O fenômeno climático conhecido como El Niño vem causando sérios impactos em mais de 200 cidades brasileiras desde julho, conforme informações da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres revelam que as condições anormais das águas do Pacífico têm gerado diversos eventos climáticos adversos pelo país.
Os prejuízos financeiros alcançam a marca de R$ 3,5 bilhões, representando um aumento superior a 50% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O fenômeno levou à decretação de 240 estados de emergência em 13 estados, afetando mais de meio milhão de pessoas. A região Nordeste, em particular, sofreu com secas e estiagens que correspondem a mais de 86% dos danos registrados, com apenas Sergipe e Maranhão fora dessa relação preocupante.
No Nordeste, a seca é uma preocupação crescente, ao passo que no Sul do Brasil, chuvas intensas ocasionaram temporais e inundações em 69 municípios do Rio Grande do Sul e 53 de Santa Catarina, resultando em danos estimados em R$ 128 milhões. O Sudeste também enfrenta desafios, com 24 cidades declarando situação de emergência devido a incêndios florestais.
Como resposta a esses desafios, a CNM publicou uma Nota Técnica destacando os impactos do El Niño previstos até 2027. O documento recomenda que os municípios atualizem seus Planos de Contingência, realizem o mapeamento de áreas de risco, organizem abrigos provisórios e rotas de evacuação, além de fortalecerem a comunicação com a população afetada.
