No encerramento da 25ª edição do Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENJOR 2026), realizado na Universidade de Brasília (UnB), o programa Viva Maria destacou a necessidade urgente de discutir a crise climática à luz do ensino de jornalismo. A apresentadora Mara Régia enfatizou a importância de integrar as vozes de diferentes segmentos da sociedade, desde pesquisadores até lideranças rurais e comunidades indígenas, que utilizam o espaço público para denunciar práticas prejudiciais, como queimadas e o desmatamento.
A participação especial da edição ficou a cargo de Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, uma entidade que defende a liberdade de expressão e a educação midiática no Brasil. Especialista em comunicação, Patrícia também lidera o programa EducaMídia e trabalha ativamente no combate à desinformação.
Durante sua análise, Patrícia abordou os desafios de noticiar a emergência climática em meio a um cenário repleto de desinformação. Ela ressaltou um paradoxo crítico: apesar de o espaço dedicado ao tema nos veículos de comunicação ter crescido, o engajamento da audiência em relação a questões ambientais permanece baixo. Para Patrícia, a abordagem do clima deve ser feita com a mesma seriedade que temas como saúde e educação, sendo essencial discutir seus impactos sociais e econômicos, especialmente entre as populações mais vulneráveis.
A jornalista também enfatizou o papel pedagógico da imprensa, sugerindo que os profissionais devem capacitar os cidadãos a desenvolver um pensamento crítico, capaz de compreender as causas estruturais que contribuíram para a atual situação de emergência climática.
O programa finalizou com uma reflexão sobre a importância do protagonismo feminino na conservação ambiental, associando a figura da mulher ao cuidado e à necessidade de cultivar uma nova mentalidade em relação ao meio ambiente.
