O Presidente da Equatorial, Lener Jayme, não compareceu à segunda oitiva da Comissão Especial de Investigação (CEI) dos Fios Soltos, sem justificar sua ausência. O executivo recorreu a um habeas corpus preventivo para evitar prestar depoimento, um movimento que levanta questões sobre a transparência e responsabilidade no setor.
A CEI dos Fios Soltos foi convocada para investigar as causas de interrupções frequentes no fornecimento de energia elétrica na região. Durante a audiência marcada para ontem, o foco estava em esclarecer responsabilidades e identificar soluções para os problemas enfrentados pelos consumidores. A não presença de Jayme deixou a comissão sem uma das figuras-chave para os esclarecimentos esperados.
A decisão de Lener Jayme de não participar do depoimento não é um ato isolado. Este é o segundo momento em que o executivo evita dar explicações sobre questões significativas que afetam a população. A utilização de um habeas corpus preventivo é vista, por legisladores e cidadãos, como um indicativo de que a comunicação e a transparência com os cidadãos ainda precisam ser aprimoradas, especialmente em um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica.
O presidente da CEI, na tentativa de avançar na investigação, expressou frustração com a manobra de Jayme. “Estamos aqui para entender o que está acontecendo com a qualidade do serviço prestado e as reiteradas falhas que impactam a vida dos cidadãos”, afirmou durante a sessão. A pressão da comunidade por respostas se intensifica, pois problemas recorrentes de energia geram dificuldades econômicas e sociais.
Frente a essa situação, a CEI pode tomar medidas adicionais para garantir a presença de Lener Jayme em futuras oitivas. A questão central que permanece é a confiança nas instituições e a necessidade de um diálogo aberto entre os prestadores de serviços e a população afetada. A continuidade das investigações será fundamental para estabelecer as responsabilidades e assegurar um fornecimento de energia mais confiável.

