São Luís recebe 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado, com homenagens e grupos folclóricos do Maranhão

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São Luís recebe 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado, com homenagens e grupos folclóricos do Maranhão

Embora os festejos juninos tenham chegado ao fim, a tradição do bumba boi no Maranhão permanece viva durante todo o ano. Neste sábado, dia 25, São Luís será palco da 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba, marcada para iniciar às 19h no Largo da Antiga Barrigudeira, localizado no bairro Monte Castelo.

Este ano, o festival homenageia o Boi de Carutapera, fundado em 1965, e a folclorista Therezinha Jansen, falecida em 2008. Ela foi a primeira mulher a liderar um grupo de bumba meu boi no Maranhão, com destaque para o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito.

A expectativa é que mais de 15 grupos de bumba boi do estado participem, incluindo o anfitrião Boi Brilho de São João Liberdade 2, além de renomados como Boi da Fé em Deus, Boi da Liberdade, o de Guimarães, o de Dona Zeca e o Orgulho de Pinheiro.

Sotaque de Zabumba

O sotaque de zabumba, cuja origem remonta ao século XVIII nas fazendas e senzalas da Baixada Maranhense, é considerado uma das formas mais antigas de expressão do bumba meu boi maranhense. Com o tempo, surgiram diferentes modalidades de celebração, as chamadas ‘sotaques’, entre os quais os de matraca, zabumba, baixada, costa de mão e orquestra se destacam.

O Festival de Boi de Zabumba foi agraciado em 2016 com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade pelo Iphan, em reconhecimento à sua contribuição para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Ademais, o bumba meu boi do Maranhão foi inscrito no Livro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011 e, em 2019, foi designado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

No livro “Bumba Meu Boi no Maranhão”, Américo Azevedo Neto destaca as características distintivas dos grupos de zabumba. O sotaque preserva as técnicas tradicionais, incluindo a comédia, os personagens, a música, as danças e os trajes específicos. O ritmo é gerado pelas zabumbas rústicas, confeccionadas manualmente a partir de madeiras extraídas do mangue em períodos propícios, além de pandeiros feitos de jenipapo e couro. Os participantes assumem diferentes papéis, como amo, indígenas, vaqueiros e a emblemática Catirina.

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