O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) 2026 promovido em Goiânia, teve sua cerimônia de premiação realizada no último sábado, 6 de julho, no Cinemão. O evento, que começou às 19 horas, contou com a presença de notáveis da indústria cinematográfica, bem como autoridades ligadas ao meio ambiente e cultura.
A produção cinematográfica Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro, do cineasta brasileiro Victor Lopes, foi o grande destaque da noite, conquistando o prêmio de Melhor Produção. Essa obra foi elogiada pela sua rigorosa pesquisa e pelo uso significativo de material documental, que resgata momentos cruciais da história recente do Brasil e do desenvolvimento socioambiental da Amazônia. O prêmio foi entregue pelo renomado diretor Fernando Meirelles.
Além de ser laureado pela crítica, Serra Pelada recebeu também o prêmio do público. O filme Ortobello – Primo concorso di bellezza per orti, dirigido pelos italianos Marco Landini e Gianluca Marcon, foi selecionado pela imprensa especializada como um dos melhores. O prêmio destinado à Melhor Produção Goiana foi para Dona Romana e o Grande Eixo da Terra, de Paulo Rezende.
Na Mostra ABD Cine Goiás, os curtas-metragens O que aprendi com meu pai, de Getúlio Ribeiro, e Atrás da História (ou No Coração do Filme), de Jarleo Barbosa, foram reconhecidos com três prêmios cada um. Outros filmes, como Bilhete, de Matheus Leandro Amorim, e Gustav Ritter – Uma arte, uma vida, de Ângelo Lima, também se destacaram, garantindo duas premiações cada.
Este ano, a competição cinematográfica abrangeu 488 filmes inscritos, com 25 selecionados para a exibição. A premiação totalizou R$ 210 mil, com nove produções agraciadas. O festival contou com a participação de representantes de 13 países, incluindo Brasil, Itália, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Noruega e Israel.
A Mostra ABD Cine Goiás, por sua vez, distribuiu 13 troféus, totalizando R$ 120 mil em prêmios, com obras de diferentes gêneros, incluindo ficção, documentários e animações. O júri responsável pelas premiações foi formado por cineastas de renome, como Juliana Rojas, Guilherme Vaz e Helena Ignez.
Durante a cerimônia, o presidente da ABD-GO, Carlos Cipriano, expressou grande satisfação com a organização do festival, afirmando que foi um ano em que os cineastas foram generosamente valorizados.
Filmes Vencedores da Mostra Competitiva do Fica 2026
Melhor Produção Goiana: Dona Romana e o Grande Eixo da Terra
Diretor: Paulo Rezende
Melhor Série Ambiental para TV: Expedition Grand Rift
Diretores: Geoffroy de La Tullaye e Loic de La Tullaye (França)
Melhor Curta-metragem: A Galinha que Burlou o Sistema
Diretor: Quico Meirelles (Brasil)
Melhor Média-metragem: I Morti di Alos (Itália) e Wind of Change (Noruega)
Diretores: Daniele Atzeni e Julia Dahr
Melhor Longa-metragem: Zevel Tov
Diretores: Ada Aushpiz e Shosh Shiam (Israel)
Menção Honrosa: Ortobello – Primo concorso di bellezza per orti (Itália)
Diretores: Marco Landini e Gianluca Marcon
Grande Prêmio Cora Coralina para a Melhor Obra: Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro
Diretor: Victor Lopes (Brasil)
Destaques da Mostra ABD Cine Goiás
Melhor Direção de Fotografia: Ângelo Lima por Gustav Ritter – Uma arte, uma vida
Melhor Direção de Arte: Matheus Leandro Amorim por Bilhete
Melhor Montagem/Edição: Larry Sulivan por O que aprendi com meu pai
Melhor Roteiro: Jarleo Barbosa por Atrás da História (ou No Coração do Filme)
Melhor Trilha Sonora Original: Dênio de Paula por Faroeste, um autêntico western
Melhor Som: Thais Oliveira por Atrás da História (ou No Coração do Filme)
Melhor Ator: Rafael Vinícius e Rainan Pires por Bilhete
Melhor Atriz: Salma Jò por Atrás da História (ou No Coração do Filme)
Prêmio Beto Leão para o Melhor Filme de Ficção: O que aprendi com meu pai de Getúlio Ribeiro
Prêmio Eduardo Benfica para o Melhor Filme Documentário: Gustav Ritter – Uma arte, uma vida de Ângelo Lima
Prêmio Fifi Cunha de Melhor Filme de Animação: A vida não vive, de Amarildo Pessoa e Katia Jacarandá
Prêmio Martins Muniz de Melhor Filme Experimental: Itauçu, do Grupo Empreza
Melhor Direção: Getúlio Ribeiro por O que aprendi com meu pai

