Viva Maria presta homenagem a ícones do rádio no Dia Mundial da Voz em Belém do Pará

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Viva Maria presta homenagem a ícones do rádio no Dia Mundial da Voz em Belém do Pará

Na edição de hoje, homenageamos as cantoras que moldaram o rádio brasileiro e enriqueceram a MPB com suas vozes potentes. A poeta Galvanda Galvão, da Rádio Estamira em Belém do Pará, presta tributo a Dalva de Oliveira, uma das figuras mais icônicas da história do rádio no Brasil, notória por sua contribuição musical e influência ao longo das décadas.

Dalva, nascida Vicentina de Paulo Oliveira em 5 de maio de 1917, na cidade de Rio Claro, São Paulo, teve uma trajetória de vida marcada por desafios. Desde os 11 anos, precisou ajudar sua mãe viúva, assumindo empregos como babá e cozinheira. Sua carreira no rádio começou após uma passagem pelo teatro. Durante sua trajetória, formou o Trio de Ouro com Elivelto Martins e Nilo Chagas, que fez sucesso em estações como a Rádio Mayrink Veiga e Clube, com clássicos como “Praça Onze”, “Ave Maria” e “Segredo”.

O rádio se configura como um espaço mágico onde ouvintes criam imagens em suas mentes a partir das vozes e sons. Dalva não estava só, atravessando as ondas com outras grandes vozes como Carmen Miranda, Elisete Cardoso e Hebe Camargo. Essas cantoras ajudaram a moldar a cultura sonhada e lembrada até hoje.

Em um tributo especial, Cláudio Paixão, um apaixonado pelo rádio de Tocantins, relembra o impacto do programa Viva Maria, que celebra 45 anos de história e luta. Neste Dia Mundial da Voz, Paixão ressalta a importância das “Supermarias”, vozes femininas que representam resistência e expressão.

A luta das mulheres, como a feminista do sertão, dona Raimunda dos Cocos, ecoa na sociedade. Sua frase, “Essa luta não é fácil, mas precisa acontecer”, ressoa com a força de outras mulheres que conseguiram espaço político, como a ex-vereadora Cristina Lopes Afonso.

“Viva Maria” tem sido um marco na vida de muitos desde 1986, estabelecendo uma conexão única com as ouvintes. Mara Regia, apresentadora do programa, criou um canal de empatia e apoio entre as mulheres, promovendo debates e reflexões sobre seus desafios e vitórias.

Destacando a importância das parteiras, como Maria Zenaide de Sousa, Paixão menciona sua contribuição vital à comunidade, ressaltando o reconhecimento que elas devem receber. Desde sua criação, o Viva Maria já acompanhou o crescimento de inúmeras lideranças, entre elas Kenya Silva, que encontrou voz na poesia.

A poesia de Kenya, que retrata a vida simples e a força das mulheres do campo, gerou grande repercussão entre os ouvintes, mostrando a capacidade do rádio de tocar vidas e inspirar mudanças. A demanda pelo reenvio de sua obra confirma a conexão estabelecida com as ouvintes do programa.

Histórias como a de Lucimar Ferreira da Silva, que se tornou uma militante através da programação do “Viva Maria”, demonstram a relevância do programa na formação de consciência crítica. Mesmo enfrentando resistência de sua patroa, Lucimar encontrou no rádio uma fonte de aprendizado e empoderamento.

Unidas pela voz e pela luta, as “Supermarias” buscam mais visibilidade e reconhecimento, sonhando em mostrar seus rostos marcados pela trajetória de luta enquanto o Viva Maria avança para um novo ciclo de vida nas ondas da internet.

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