Fiscais e técnicos da Agrodefesa estão capacitados para implementar novas diretrizes na certificação de Granjas de Reprodutores Suínos (GRSCs) em Goiás. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) organizou um treinamento em Goiânia, com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre a Portaria nº 1.358/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece padrões e procedimentos para a certificação no setor suinícola. O evento ocorreu de 25 a 27 de fevereiro de 2026 e contou com a participação de técnicos e representantes de diferentes estados e do Distrito Federal.
A referida portaria, publicada em 14 de agosto de 2025, atualiza e substitui a Instrução Normativa nº 19/2002 e a Instrução de Serviço nº 5/2002, introduzindo novas exigências sanitárias e ampliando o período de validade das certificações, que agora pode variar de 12 a 24 meses, dependendo da avaliação técnica realizada. Essa inovação visa garantir uma maior proteção na suinocultura ao estabelecer critérios mais claros para a autorização de funcionamento de alojamentos temporários e para o trânsito de reprodutores suínos.
José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, ressaltou que essas mudanças fortalecem a importância da biosseguridade nas granjas, contribuindo para a proteção do patrimônio genético e sanitário do rebanho. “Com uma maior integração entre o Mapa e os serviços veterinários oficiais, podemos garantir a certificação das GRSCs dentro de altos padrões sanitários, promovendo assim a produtividade e a viabilidade econômica do setor”, afirmou.
A coordenadora do Programa Estadual de Sanidade dos Suídeos, Aline Barrichello, destacou que a nova normativa traz, entre outras inovações, definições mais específicas sobre os processos de certificação e os procedimentos para suspensão ou cancelamento das certificações. Também foi mencionada a ampliação das doenças monitoradas, incluindo agora a peste suína africana e a síndrome reprodutiva e respiratória suína, além das já exigidas como a peste suína clássica e a doença de Aujeszky.
Atualmente, Goiás conta com 19 granjas certificadas que se dedicam à comercialização e reprodução de suínos. A certificação é um elemento central no Plano Integrado de Vigilância de Suínos, objetivando a proteção da suinocultura e a segurança da economia local. Apesar da revogação da normativa anterior, os certificados ainda válidos continuarão assim até 19 de fevereiro de 2027, permitindo que as granjas façam sua renovação normalmente até essa data. Contudo, a transição para a nova portaria deve ocorrer antes desse prazo para evitar a perda das certificações.
A capacitação enfocou também a necessidade de um único teste de amostragem fixa para o monitoramento sanitário das granjas certificadas, além de reforçar a participação de suínos em eventos agropecuários, que agora é permitida, embora mantenha restrições quanto à saída de animais com o objetivo de reprodução.
Esse treinamento foi um passo significativo para garantir que os profissionais envolvidos estivessem alinhados com as diretrizes atualizadas, promovendo assim uma maior eficiência no controle e na sanidade da suinocultura no estado.








