Agrodefesa ressalta a vigilância contínua como chave para a saúde do rebanho em Goiás após status de área livre de febre aftosa

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Agrodefesa ressalta a vigilância contínua como chave para a saúde do rebanho em Goiás após status de área livre de febre aftosa

Goiás Fortalece Status de Zona Livre de Febre Aftosa e Lança Nota Técnica para Práticas Sanitárias

No mês em que se completa um ano da certificação internacional de Goiás como zona livre de febre aftosa sem vacinação, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) enfatiza a importância da colaboração entre produtores e instituições para manter a sanidade animal. A agência divulgou a Nota Técnica 1/2026, destacando a necessidade de medidas preventivas e boas práticas no campo.

A nota foi endereçada a entidades do setor pecuário, ressaltando que a manutenção do status sanitário requer vigilância constante. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, salientou que o reconhecimento é uma marca de qualidade, porém traz consigo a responsabilidade de intensificar práticas de saúde animal. “Devemos garantir que nossos avanços não sejam revertidos e que a qualidade sanitária dos rebanhos seja uma prioridade constante”, afirmou.

O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, lembrou que a vacinação contra brucelose é crucial, especialmente para fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses, devendo ser realizada por profissionais habilitados. Esta medida é vital para a saúde pública, pois a brucelose é uma zoonose que pode afetar humanos.

A gerência de sanidade animal da Agrodefesa, sob a liderança de Denise Toledo, destacou que as vacinações complementares se tornam ainda mais relevantes no contexto pós-vacinação contra a febre aftosa. A diminuição dessas práticas pode aumentar a vulnerabilidade dos rebanhos, resultando em prejuízos produtivos e elevados custos operacionais, impactando a viabilidade econômica das atividades agropecuárias.

Recomendações e Diretrizes
Na comunicação às entidades, Ramos reiterou a função essencial de disseminação de informações entre os produtores. A Nota Técnica aconselha:

  • Observância rigorosa das vacinações obrigatórias, especialmente contra brucelose.
  • Implementação contínua de medidas preventivas não obrigatórias para proteger a produção agrícola.
  • Realização de manejos sanitários frequentes para promover a identificação precoce de doenças.
  • Promoção do bem-estar animal, com condições adequadas que fortaleçam o sistema imunológico.
  • Uso responsável de antimicrobianos, prevenindo a resistência a esses medicamentos.
  • Ação conjunta entre produtores, entidades e a Agrodefesa para preservar o status sanitário conquistado.

Reconhecimento Internacional de Goiás
O Brasil recebeu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 29 de maio de 2025, sendo declarado livre de febre aftosa sem vacinação. Este marco foi oficializado durante a 92ª Sessão Geral em Paris, na França, e Goiás desempenhou papel destacado devido à sua eficaz vigilância sanitária. A última campanha obrigatória de vacinação contra a doença ocorreu em novembro de 2022, com o último foco da enfermidade registrado em agosto de 1995.

Práticas preventivas como vacinação, manejo sanitário e bem-estar animal fortalecem saúde dos rebanhos (Foto: Adriano Brito/CNA)
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