Uma nova pesquisa do Procon Goiânia revelou variações alarmantes nos preços da cesta básica na capital goiana, com diferenças de até 286,65% em alguns produtos. O estudo, realizado entre os dias 10 e 13 de julho de 2026, analisou os preços de 30 itens essenciais em 10 supermercados.
O destaque do levantamento foi o tomate comum, que teve uma oscilação de preços chocante, variando entre R$ 3,67 e R$ 14,19. Já o tomate saladete também apresentou diferenças significativas, com valores entre R$ 3,99 e R$ 14,99, resultando em uma variação de 275,69%. Outros produtos notáveis incluem o pão francês, com uma variação de 202,79%, e a batata inglesa, que variou 160,32%.
Ao considerar apenas esses cinco itens, os consumidores podem economizar até R$ 50,56 optando pelos menores preços. A soma dos custos mais baixos é de R$ 24,49, enquanto os maiores somam R$ 75,05, destacando a importância da pesquisa de preços antes das compras.
Inconsistências de preço não se limitam a itens de hortifrúti. O leite integral da marca Italac apresentou variação de 13,23%, com preços entre R$ 5,29 e R$ 5,99, enquanto o produto da Leitebom variou 20,04% entre R$ 4,99 e R$ 5,99. O leite da Piracanjuba teve uma oscilação de 22,92%, entre R$ 5,28 e R$ 6,49.
Por outro lado, produtos com menor variação de preços também demonstram a necessidade de comparação. O feijão Cristal (1 kg) teve uma diferença de 12,40%, variando entre R$ 12,98 e R$ 14,59, enquanto o óleo de soja Soya (900 ml) apresentou variação de 21,70%, de R$ 5,99 a R$ 7,29.
Embora essas variações sejam menores, a pesquisa conscientiza os consumidores sobre a importância de checar os preços antes das compras. A soma dos cinco itens com os menores preços chega a R$ 34,53, enquanto a aquisição pelos preços mais altos totaliza R$ 40,35, resultando em uma economia potencial de R$ 5,82.
Comparando com o levantamento anterior de junho de 2026, o custo da cesta básica teve uma redução de 3,52%, passando de R$ 760,62 para R$ 733,85.
O Procon informou que a composição da cesta básica segue as diretrizes do Decreto-Lei nº 399, que estabelece as quantidades necessárias para atender as necessidades nutricionais de um trabalhador adulto no período de um mês. A metodologia utilizada pelo Procon é distinta daquela aplicada pelo Dieese; o órgão considera a média de preços de várias marcas e utiliza o menor preço encontrado para calcular o custo da cesta básica.
Com a disparidade de preços evidenciada, o Procon recomenda que consumidores realizem uma pesquisa detalhada antes de efetuar compras, pois os valores podem variar consideravelmente entre diferentes estabelecimentos, incluindo unidades de uma mesma rede. Os preços informados refletem o período da pesquisa e podem sofrer alterações ao longo do tempo.
Além de pesquisar preços, é essencial que consumidores verifiquem a validade, as condições de conservação e a integridade das embalagens dos produtos. Sinais de violação ou alterações nas etiquetas podem sinalizar problemas. Armazenar alimentos adequadamente é fundamental, pois produtos dentro do prazo de validade podem ser impróprios para consumo se não forem mantidos corretamente.

